Como quem entra num labirinto.
Eu traço caminhos
Que tu procuras seguir.
E se por muitas vezes te perco,
Poucas são as que nos encontramos.
Percorremos secretamente o seu curso,
Entre a fronteira do real imaginário
Como quem se esconde do sonho,
Do sonho frágil.
Desprovido de sensações,
Minha alma é meu pensamento.
E por um momento que vi:
Seremos o que quisermos,
Se quisermos ser quem somos.
Mafalda Araújo | 2010
